terça-feira, 7 de abril de 2009


Uma singela homenagem feita precariamente no Photoshop por mim.

Um breve relato histórico
Por uma questão de curiosidade e de pesquisa para fazer o cartaz acima, fiz uma pesquisa histórica pra saber da onde, afinal, o dia sete de abril foi instituído como Dia do Jornalista/Jornalismo. 
O italiano "abrasileirado" João Batista Líbero Badaró foi um jornalista que viveu em São Paulo na primeira metade do século XIX. Defensor árduo do liberalismo (incluindo a liberdade de expressão e de imprensa), Líbero Badaró foi assassinado na porta de casa por quatro alemães que lhe interpelaram com o pretexto de lhe entregarem uma correspondência. Ao dizer a frase: "Morro defendendo a liberdade", o jornalista deu seu último suspiro em 20 de novembro de 1830.
O movimento popular gerado por sua morte levou à abdicação de D. Pedro I em 7 de abril de 1831 e, desde esse ano, o dia foi instituído como Dia do Jornalista pela Associação Brasileira de Imprensa.

Parabéns por cada gota de suor que dedica a um trabalho que exige mais do que apenas tolerância, mas uma verdadeira paixão e carinho por uma área de atuação tão linda e complicada como essa. 

Parabéns, Jornalistas!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Outro lado da história

Nos tempos em que Fortaleza era considerada por muitos a Fortaleza Belle Époc, a casa do Dr. José Lourenço já escrevia suas primeiras páginas na história da cidade.
O próprio Dr. José Lourenço ja fazia história sem se dar conta disso. Médico bem quisto pela sociedade alencarina, Dr. José atendia e consultava a todos que batiam à porta de seu sobrado.
Ricos e pobres. Ninguém deixava de ser atendido.
E como pagar pelo serviço?
Ora! Os de familias mais agastadas, pagavam em espécie!
Os menos afortunados também... mas em espécies com duas ou quatro patas, com bicos ou focinhos...
É, o Dr. José Lourenço recebia em forma de pagamento e muitas vezes em agradecimento pela atenção que deu àquele menino goguento ou à velha meio brôca que não parava de tossir, galinha, pato, o bacurim mais mais gordim da ninhada. Ou então, um saco de feijão da lavra, ou queijo de cabra que a esposa do Seu Fulano acabou de prensar lá no sítio.

Anos depois da morte do Dr. José Lourenço, o sobrado virou "Casa de Tolerância", onde mulheres de vida fácil cumrpriam diariamente o seu metiér.
Pois é... o sobrado imponente virara prostíbulo.

As quengas que lá trabalhavam, conheciam cada um dos seus clientes pelo pisar dos sapatos no assoalho da casa. As passadas dos seus senhores provocavam um "ringido" no piso de madeira, identificando o portador do pisar.

E com isso, a quenga da vez se preparava para executar tão sabiamente seu ofício.

Fortaleza é assim... cheia de arte, história e muita memória.
Fortaleza é a cidade onde o povo vaiou o sol, onde o bode foi vereador bem votado, onde Iracema se banhava e onde hoje todos nós vivemos!

Fortaleza meu amor, cheia de encantos e encontros.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

História da Arte

Localizado em um dos prédios mais antigos do Ceará, o Sobrado Dr. José Lourenço encanta antes pela arquitetura do que pelas exposições. Antiga residência do médico sanitarista Dr. José Lourenço, o espaço amplo e claro tem muita história para contar. Após a morte de seu primeiro dono, o Sobrado já foi oficina de mercenária, repartição pública e, antes de virar um centro de artes visuais, um bordel.

Logo quando se entra, já é oferecido ao visitante o acompanhamento de um guia, que conta um pouco a história do artista e de cada peça exposta. A primeira sala dá saída pra rua e quebra a sensação de solidão pela variedade de rostos em peças extremamente coloridas que estão encaixadas em absolutamente todas as paredes do salão.

O artista, Carlos Augusto Dias Vital ou Carlito, segundo o guia Thiago Santana, era um homem muito solitário e pintava rostos de modo a imaginar companheiros e não sentir-se mais tão só. O artista concluiu a justificativa do tema utilizado (“Retrato de um mundo às avessas”) no longo texto adesivado na parede, com a frase: “... E conquistar nesse mundo o que mais existe de real, o surreal que é a vida”.

Para criar seus desenhos, Carlito usava uma variedade de “telas”, que iam desde chapas de metal até pára-brisa de automóveis. Mas não era só esse artista que usava matérias-primas incomuns para fazer seus trabalhos. Nos andares mais altos do prédio – que tem até um elevador panorâmico que leva o visitante até o quarto e último andar – as pinturas expostas são riscadas em madeira, pedra e até placas de metal, para depois serem “carimbadas” em papel.

O Sobrado Dr. José Lourenço, porém, é muito mais que um centro de exposição de artes visuais. Como foi restaurado em 2006 com o apoio da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu e do Instituto de Arte e Cultura do Ceará, o centro também oferece cursos de artes visuais como xilogravura e fanzine.

Endereço: Rua Major Facundo, 154 – Centro (perto da Praça do Ferreira)
E-mail: sobrado@secult.ce.gov.br
Informações: (85)3101.8826 / 3101.8827
Exposições atuais: Gravuras Ibero-Americanas da Atualidade e Retratos de um Mundo às Avessas.

FOTOS DO SOBRADO DR. JOSÉ LOURENÇO

Fachada
Da esquerda para a direita: Geórgia Mara, Hector Cândido, Thiago Santana.


3º piso

2º piso


Escada de acesso




1º piso entrada


1º piso



Entrada